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HERMES TRISMEGISTO “ O QUE ESTÁ EM CIMA
É COMO O QUE ESTÁ EMBAIXO, E O QUE ESTÁ EMBAIXO É COMO O QUE ESTÁ EM CIMA” A
TÁBUA AS ESMERALDAS.
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Algumas
figuras enigmáticas, tais como Melquisedec,
Apolônio de Tiana,
Salomão, Thot,
Hermes Trismegisto,
Zaratrusta,
Lao Tsé, Confúcio e tantos que são normalmente citadas
em muitas obras místicas, e mesmo históricas, merecem comentários que
tornem mais claros determinados aspectos que podem levar à
confusões. Normalmente são figuras
de altíssima relevância. Todos eles foram proeminentes vultos que deram
rumos ao desenvolvimento da humanidade especialmente no que diz respeito
ao lado espiritual. Uma das grandes confusões de identidade que existe
diz respeito a Thot que é praticamente aceito como Hermes Trismegisto, é quando na verdade se tratam de dois distintos
seres. Especialmente no Ocidente as qualidades de Thot
são atribuídas a Hermes, isto porque a literatura esotérica refere-se
a Hermes e a Thot como sendo uma mesma pessoa,
Hermes para os gregos e Thoth para os egípcios,
mas, na verdade foram seres totalmente diversos. O que acontece é que
os gregos ao chegarem ao Egito se deram conta de qualidades atribuídas
a Thot que em muitos aspectos apresentavam
semelhanças com aquelas atribuídas a Hermes. Tendo
como objetivo mostrar que Hermes e Thot foram
entidades diferentes vamos estuda-los separadamente para
que se possa comparar as qualidades recíprocas e se chegar à conclusão
de que não se tratam de uma mesma pessoa como são considerados normalmente.
Na verdade tratam-se de entidades distintas, Hermes um dos deuses da
Mitologia Grega e Thot do Antigo Egito.
O nome de Hermes chegou
até os nossos dias através dos escritos gregos dos hieróglifos egípcios,
mas sendo estes mais recentes, pois que os mais antigos não falam de
Hermes, mas apenas de Thot.
De inicio vamos falar de Hermes
tal como consta na Mitologia Grega e depois estabelecer uma comparação
com Thot tal como citado em papiros egípcios
antigos, desde que em papiros mais recentes já se nota a existência
de uma confusão de identidade entre Thot e
Hermes.
Quando os gregos chegaram ao
Egito tomaram conhecimento da existência de um ser excepcional - Thot
- considerado um deus, o pai de todos os conhecimentos que serviram
como base para o estabelecimento do gigantesco desenvolvimento daquela
civilização, e constatando que muitas das capacidades atribuídas a Thot
era similares àquelas que na Grécia eram imputados a Hermes. Por isto
os gregos acabaram considerando os dois como se tratando de um mesmo
deus, mas evidentemente trata-se de seres totalmente diferentes.
De inicio pode-se por em jogo
a existência de Hermes, desde que as referências sobre ele fazem parte
da mitologia, e como tal pode não ser mais que um simples mito. Enquanto
isto, para os antigos egípcios, Thot realmente
viveu no Egito, e antes já vivera na Atlântida com o nome de Ken ou
Kan onde era considerado um Mestre. De igual
modo também na Lemúria o que lhe confere o
título de Trismegisto - três vezes mestre.
Embora os antigos egípcios o considerassem como um escriba, e como um
deus que vivera no Egito, ainda assim ele é tido por muitos historiadores
como sendo um ser igualmente mítico.
Integrante do Olimpo,
Hermes era filho de Zeus e Maia. Diz o mito que ele nasceu numa caverna
e que bem cedo revelou uma precocidade extraordinária, pois mesmo no
dia do seu nascimento Maia o deixou sozinho enrolado nos cueiros e ante
a admiração de todos Hermes pulou do berço, passou por dentro do buraco
da fechadura, e foi em busca de aventuras.
Dentre as aventuras de Hermes
a mais citada é uma referente ao roubo de parte do rebanho de Apolo.
Após roubar o gado, Hermes usou da astúcia de amarrar ramos folhudos
na cauda dos animais para que se apagassem os seus próprios rastros
e assim não fosse descoberto o paradeiro deles. Em seguida sacrificou
dois bois em oferendas aos doze deuses do Olimpo. O restante do gado ele escondeu numa caverna. Esta
trapaça foi vista por Batos, do qual Hermes
tentou comprar o silêncio. Quando
Apolo se deu conta da falta do seu gado, foi à procura do mesmo por
todos os lados, sem descobrir nada. Já sem esperanças ofereceu uma recompensa
para quem descobrisse o ladrão. Um grupo de sátiros
passando pela Arcádia ouviu o mugido dos bois e uma música agradável
que saía de uma caverna. Foi então que a ninfa Cilene lhes disse que
ali estava a criança mais inteligente que já havia nascido e que ela
o estava amamentando. A
música ouvida pelos sátiros era tocada por Hermes que usara o casco de uma tartaruga
e tripas de vaca fabricando um instrumento musical, com o qual fez dormir
sua própria mãe. Onde conseguiu essas tripas
de vaca, perguntaram os sátiros? Eles logo
perceberam o que havia acontecido em decorrência do amontoado de peles
de gado diante da entrada da caverna. Foi um roubo, disseram os sátiros,
mas como uma criança tão pequena pode roubar?
Assim Apolo tomou conhecimento
de que o seu gado havia sido roubado pela criança e por isto a levou
para o Olimpo com o produto do roubo. Zeus
relutou em acreditar que o seu filho tão pequeno fosse o ladrão e não
queria admitir a falta, mas Hermes confessou o roubo e disse: Pois bem,
leve os seus bois, só me utilizei de dois para
sacrificar aos doze deuses. Como doze, retrucou Apolo? Até aquele momento
Apolo não sabia que tinha um irmão. Quem será o décimo segundo? Sou
eu, disse Hermes, e como estava com fome comi a parte que me correspondia
e queimei o restante. Regressaram
os dois deuses e Hermes deu as boas vindas a sua mãe e lhe entregou
algo que guardava enrolado numa pele. Que escondes aí, perguntou Apolo?
Veja o que é, e retirou a lira que inventara, e começou a tocar uma
doce melodia. Com seu canto Hermes agradou a Apolo além de enchê-lo
de elogios, o deus ficou comovido e perdoou a ofensa do irmão. Hermes
tocou seu instrumento e cantou tão docemente que Apolo ficou extasiado.
“Ah, patife, disse Apolo, me dê a lira e em
troca te dou os bois”. A seguir Hermes cortou um bambu e fez uma flauta.
Apolo ficou extasiado com o tom e a melodia e voltou a dizer: “Malvado,
te darei o meu cajado de ouro, com o qual governo os meus bois e desde
já te permito ser o guardião de todos os rebanhos. Isto não, respondeu
Hermes, minha flauta vale muito mais do que o teu cajado. Faremos um
trato, te dou a flauta e me ensinas a fazer adivinhações. - Eu não posso
te conceder esta arte, mas tu podes ir até a presença das minhas amas
no Parnaso e elas te ensinarão a adivinhar através dos seixos. Ficaram
de acordo e foram novamente ao Olimpo, expuseram
tudo a Zeus e o deus disse a Hermes que dali por diante ele deveria
respeitar a propriedade alheia e não deveria mais mentir”. Diante
da astúcia e frivolidade do novo vassalo Zeus lhe ofereceu uma nova
função no Olimpo. Faça de mim um mensageiro
divino e prometo não tocar no alheio e não mentir. Deves, porém, dar-me
o exemplo fazendo mais. É pedir muito, disse Zeus, porém eu te darei
tudo; serás o mensageiro dos deuses, presidirás os tratados tanto públicos
quanto privados, fomentarás o comércio, protegerás as estradas contra
os ladrões e serás o amparo dos viajantes do mundo todo. Como símbolo
destas funções lhe deu um bastão com fitas para que todos o respeitassem,
um chapéu de abas largas para defender-se da chuva e uma sandália com
asas para voar mais que o vento. Foi
assim que Hermes ingressou na família divina e os deuses o ensinaram
o modo de obter o fogo atritando a madeira. Segundo a Mitologia Grega
Hermes inventou o pugilato, os jogos esportivos
e ajudou a Zeus a combater os gigantes. Sua personalidade passou a tutelar
a eloqüência, necessária na arte de comercializar. A desenvoltura com
que realizava suas atividades o fez modelo ideal da juventude. Como
Thot praticara no Egito todas as artes, os
gregos acreditaram que Thot e Hermes eram uma mesma pessoa, mas na verdade nada tem
a ver um com o outro. O mesmo aconteceu com relação aos romanos que
associaram Hermes a deus Mercúrio, representado como um jovem nu ou
vestido com uma túnica curta, calça sandálias aladas e segurando uma
bolsa, símbolo dos lucros[1].
[1] Citações constantes no que diz respeito a Hermes, em parte é transcrita de um estudo sobre Mitologia Grega feito pelo Dr. Carlos Lima Melo eminente homeopata brasileiro. |